Venda de 3 milhões de veículos não será atingida, diz Schneider

"Teremos dificuldade de atingir os 3 milhões de veículos vendidos até porque 75% das vendas são financiadas. Com a crise financeira, o crédito ficou escasso", disse Schneider

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A estimativa de vendas de 3 milhões de veículos vendidos este ano não se concretizará. O presidente da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, já admite que com a restrição do crédito ocorrida a partir de outubro, será difícil a indústria chegar à previsão feita para 2008. Até outubro as vendas de veículos acumulavam 2,448 milhões de unidades.

“Teremos dificuldade de atingir os 3 milhões de veículos vendidos até porque 75% das vendas são financiadas. Com a crise financeira, o crédito ficou escasso”, disse Schneider.

Segundo ele, o pacote de ajuda do governo que injetou cerca de R$ 8 bilhões nos bancos de montadoras no início de novembro, chegou ao consumidor há uma semana.

“Agora que a ajuda chegou efetivamente ao consumidor já observamos no último final de semana um aumento nas vendas. As taxas de juros ficaram mais atrativas e algumas montadoras fizeram promoções que estimularam as vendas”, afirmou o dirigente.

Schneider estima que já na primeira quinzena de dezembro as vendas voltem aos níveis do mês de setembro. “Vamos recuperar um pouco as vendas com a volta da confiança do consumidor. Isso porque grande parte dessa crise passa pela dúvida se o Brasil será ou não afetado. Com a atitude do governo em fomentar o crédito dos bancos das montadoras isso irá com certeza surtir o efeito desejado”, crê o presidente da Anfavea.

Na primeira quinzena de novembro as vendas de veículos caíram 20% em relação ao mesmo período do mês de outubro, chegando a 89.921 unidades. “A média diária de vendas alçançou cerca de 9 mil veículos na primeira quizena deste mês. Esperamos que com a volta do crédito atrativo para o consumidor, chegaremos aos patamares de setembro, em torno de 11 mil unidades vendidas por dia”, ressaltou Schneder.

Investimentos mantidos

A crise vai ter mais repecurcussão nas matrizes das montadoras, diz Schneider, para quem as filiais brasileiras não serão afetadas. “As empresas estão muito bem aqui. Estão inseridas num mercado sólido. Os investimentos de US$ 23 bilhões previstos entre 2008 a 2011 estão mantidos porque são provenientes do caixa local. Não posso falar por uma montadora específica, falo pelo setor, mas acredito que a matriz não irá determinar uma remessa de lucros maior em detrimento dos investimentos no País”, disse o dirigente.

Schneider acredita que uma solução para as montadoras em dificuldades econômicas, como a General Motors, Ford e Chrysler, nos Estados Unidos, será apresentada em breve, até porque “não há como dimensionar qual será o impacto de uma parada de produção dessas empresas. Elas são companhias que têm presença muito forte na economia de um país. É um setor muito importante”, disse o presidente da Anfavea.

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