Logística faz aportes e aposta em retomada a partir de maio

As empresas de logística dão continuidade a investimentos em infra-estrutura dentro do mercado brasileiro, ao acreditarem na tendência apontada por profissionais do setor de que, no País, haverá demanda, especialmente interna, para logística em 2009

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As empresas de logística dão continuidade a investimentos em infra-estrutura dentro do mercado brasileiro, ao acreditarem na tendência apontada por profissionais do setor de que, no País, haverá demanda, especialmente interna, para logística em 2009, com fôlego a partir de maio, quando a crise deverá ter começado a se dissipar. A AGV Logística, por exemplo, anunciou a inauguração de três filiais para atender novos clientes, além de ter oito projetos em andamento, enquanto o Grupo Columbia uniu-se ao Grupo Júlio D’Avila para incrementar as operações no Sul do País. E a filial local da européia Panalpina vê boas oportunidades no mercado nacional. “A partir de maio o mercado volta a se aquecer, e estaremos focados na logística interna, cobrindo toda a demanda nacional, por meio das 14 filiais da empresa”, analisou Cristiano Koga, diretor comercial da Panalpina Brasil.

Mesmo com a incerteza que ronda o mercado nos próximos meses e a possibilidade de desaceleração, a Panalpina vive com a expectativa de crescer dois dígitos em 2009. Este ano, o incremento calculado para o faturamento estava na casa dos 35% até o mês passado. Koga apontou que o aumento dos negócios foi um reflexo do crescimento do tráfego nas importações e aplicação de soluções dentro do mercado nacional. Hoje, a logística brasileira responde por 30% dos ganhos anuais da Panalpina local, que confirma o esforço de equilibrar essa conta, em função do aquecimento que espera no País.

A empresa afirma levantar toda a estrutura logística de cada cliente, para definir estratégias e indicar soluções que contribuam na otimização das operações, com o objetivo de reduzir o tempo e os custos do serviço, necessários no cenário atual.

Especializada em logística e agenciamento de carga, por modais aéreo e marítimo, a operadora também o oferece serviços porta-a-porta. Mundialmente, possui mais 500 unidades, divididas entre cerca de 90 países. No Brasil, tem 14 filiais.

Filiais

Outra a apostar no mercado interno é a AGV Logística, que anunciou a abertura de três novas filiais: uma na cidade de Jundiaí, em São Paulo, e duas no Nordeste, nas capitais Recife e Maceió, totalizando mais de 10 mil metros quadrados de armazenagem. A empresa confirma ter mais oito novos projetos em andamento.

Em setembro, a AGV já havia superado a meta de 70% de crescimento, o que possibilitou uma revisão que sugere avanço de 130%, chegando a um faturamento de R$ 230 milhões em 2008.

“O mercado de operadores logísticos deve, sim, crescer. Para reduzir os custos, as empresas buscarão players de visão mais integrada, capazes de lidar com cenários mais complexos e que tragam custos menores”, comentou Jalaertem Campos, diretor comercial da AGV.

Campos disse ainda que o foco da empresa será o longo prazo, sem mudança alguma que influa no nível dos serviços, mas com alguns ajustes de custos e despesas que não impactem na operação.

Em relação às novas filiais, a de Jundiaí fica no entorno das rodovias Bandeirantes e Anhangüera, com vocação para atender os segmentos de bens de consumo e de tecnologia. Em Recife, o novo espaço vai complementar o trabalho da unidade que a companhia já mantém na região, incrementando a capacidade de armazenagem no estado em mais de cinco vezes.

Na capital alagoana, o objetivo é contemplar os bens de consumo com ênfase aos alimentos. Além dessas cidades, a operadora possui uma filial em Salvador.

Com as novas aberturas, a AGV passa a contar com 32 filiais, divididas em 12 estados do País. Em dez anos de atuação, a companhia registrou um crescimento orgânico médio na casa dos 40% ao ano, tendo tido no ano passado ganhos de R$ 98 milhões e devendo passar dos R$ 200 milhões neste ano.

Parceria

Por sua vez, o Grupo Columbia se associou à Interporti Logística, do Grupo Júlio D’Avila, para iniciar uma nova operação em Santa Catarina, que receberá aportes de mais de R$ 17 milhões em 2009.

Nivaldo Tuba, presidente da Columbia, disse que a “parceria possibilita à empresa ampliar sua atuação no Sul do País, além de integrar suas operações na região de Itajaí”, referindo-se à área portuária local, que também fica próxima do porto e do aeroporto de Navegantes.

No ano que vem, a Columbia tem em seus planos um investimento de R$ 10 milhões na ampliação do cais. Com isso, irá ganhar mais 150 metros na estrutura instalada em Iatajaí, além de melhorar o pátio e comprar equipamentos.

O grupo conta hoje com mais de 2 mil clientes e infra-estrutura física de 1,4 milhão de metros quadrados. Ao todo, são 12 portos-secos e uma frota de mais de 500 veículos, com a colaboração de 1, 6 mil funcionários. (Fabíola Binas-DCI)

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