Ela surgirá em Rondônia e prevê o prolongamento da rodovia BR-080 no trecho entre os municípios de Ariquemes, na BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-Rio Branco), Buritis, Nova Mamoré e Guajará-Mirim
02/10/2008
16h40
Agência Amazônia de Notícias
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Seis anos depois de muitas promessas, estudos e projetos, o País deve ganhar mais uma saída para o Oceano Pacífico. Ela surgirá em Rondônia e prevê o prolongamento da rodovia BR-080 no trecho entre os municípios de Ariquemes, na BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-Rio Branco), Buritis, Nova Mamoré e Guajará-Mirim.
Se receber também a aprovação ambiental a estrada cortará uma parte da floresta da Amazônia Ocidental no sentido leste-oeste, em Rondônia. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) confirmou a construção de uma ponte internacional sobre o Rio Mamoré, no município de Guajará-Mirim, a cerca de 360 quilômetros de Porto Velho, capital rondoniense.
A saída para os portos do Pacífico pelo Estado do Acre será feita a partir de 2009 pela BR-317, que se une em território peruano à Rodovia Transoceânica (ou Interoceânica), a partir da fronteira, em Assis Brasil (AC) e Inãpari.
“Vamos dispor de uma nova ligação rodoviária com os estados de Mato Grosso e Goiás”, comentou esta semana a deputada. Ela comemorou a mudança no projeto, com o presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).
A partir de Brasília
Pelo Projeto de Lei 3129/08, a BR-080 ganhou cerca de 1.230 quilômetros em seu traçado original, saindo de Brasília e passando por Goiás e Mato Grosso, até chegar a Machadinho do Oeste e Ariquemes. “Nossa iniciativa visa abrir novos caminhos para viabilizar o desenvolvimento econômico de nosso estado”, disse Marinha Raupp.
Com a alteração proposta da deputada, a rodovia seguirá até Guajará-Mirim. A mudança permitirá ao Governo de Rondônia superar um obstáculo de pelo menos três décadas: oferecer condições de desenvolvimento à região oeste, uma das mais isoladas do estado, mesmo tendo ligação com a Bolívia.
A rodovia também é fundamental para escoar produtos alimentícios e grãos da região centro-oeste brasileira. (MONTEZUMA CRUZ)
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Carlos Vadalá
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