Porto do Rio Grande exibe investimentos em dragagem em feira de logística

O governo Estadual repassará a verba para a execução da dragagem de manutenção dos canais, por um prazo de três anos, garantindo assim a segurança na navegação e tornando o porto ainda mais competitivo

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A Superintendência do Porto do Rio Grande, que está participando da Logística 2008 – 2ª Feira e Congresso de Logística e Movimentação de Carga, em Joinville (SC), está divulgando em seu estande a assinatura do convênio entre a Secretaria Especial dos Portos e o governo do Rio Grande do Sul, para a realização das dragagens de aprofundamento e manutenção do calado do porto rio-grandino, o que o tornará o mais profundo do Sul do país. Com investimentos de R$ 200 milhões, sendo R$ 149 milhões por parte do governo federal e R$ 51 milhões do governo Estadual, o porto rio-grandino passará a contar com profundidade de 18 metros.

Os recursos da União serão aplicados no aprofundamento do canal de acesso ao porto gaúcho, de 14 para 18 metros, no canal externo (fora dos Molhes da Barra, com 12.974 metros de comprimento), e de 14 para 16 metros, no canal interno (entre os Molhes e o píer petroleiro, com 11.700 metros de extensão). Já o governo Estadual repassará a verba para a execução da dragagem de manutenção dos canais, por um prazo de três anos, garantindo assim a segurança na navegação e tornando o porto ainda mais competitivo.

Considerado pelo governo federal como um dos mais importantes portos do país para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro, Rio Grande é o segundo porto anunciado pela Secretaria Especial dos Portos para receber investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde que foi criado o Plano Nacional de Dragagem (PND), para aprofundar os canais dos principais portos brasileiros. A Secretaria prevê para até dia 30 deste mês a publicação do edital de licitação, que incluirá a dragagem de aprofundamento e de manutenção.

Com o aprofundamento, o porto rio-grandino terá um dos maiores calados do Brasil e do Mercosul. Hoje os navios que operam em Rio Grande (pós-panamax) e não utilizam sua capacidade máxima de carga, devido ao calado, poderão completar sua carga com o aprofundamento, reduzindo significativamente os custos de frete. Além disso, com um calado maior, o porto terá condições de se habilitar para captar, concentrar e tratar cargas oriundas da Bacia do Prata, como grãos da Argentina, Paraguai e Bolívia; minério de Mato Grosso do Sul e da Bolívia; madeiras do Uruguai; e contêineres da Argentina, Uruguai e Paraguai.

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