Motos estão livres de fiscalização em parte dos novos radares de São Paulo

Motocicletas não são obrigadas a ter placa na frente e parte dos novos radares paulistanos foram instalados para fotografar a dianteira dos veículos, medida tomada para melhorar fiscalização do rodízio de caminhões

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Uma parcela dos 175 novos radares de fiscalização de trânsito instalados para monitorar as ruas de São Paulo não serão capazes de autuar motocicletas que infringirem o limite de velocidade, de acordo com técnicos especialistas. Isso ocorre porque a Secretaria Municipal dos Transportes da Capital paulista determinou que os equipamentos fossem instalados no lado oposto das vias, para registrar a imagem da placa dianteira dos veículos.

Como o Código de Trânsito Brasileiro não obriga os condutores de motocicletas a ter placas na frente do veículo, os radares que detectarem as infrações das motos não terão como registrar o infrator. Já existe um Projeto de Lei para obrigar a posição da placa na frente das veículos de duas e três rodas, mas a proposta ainda se encontra em tramitação.

De acordo com a reportagem do G1, a prefeitura de São Paulo decidiu instalar os radares para registrar a imagem da placa dianteira por causa da eficiência na fiscalização do cumprimento às regras do rodízio de caminhões. Como há grande ocorrência de motoristas agregados, que usam seu cavalo mecânico e são contratados para transportar a carreta da transportadora cliente, o registro da placa da parte de trás não revela o dono do veículo trator, e sim da composição de carga.

Estes radares estão equipados com o sistema de Leitura Automática de Placas (LAP) e consegue detectar e registrar os caracteres contidos nas placas dos veículos em trânsito na cidade.

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