População ainda não sabe transportar crianças de maneira segura, alerta Denatran

O alerta é do presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres, que destaca a importância de que crianças estejam seguras, sobretudo no banco de trás dos automóveis

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A população ainda não sabe como realizar o transporte seguro de crianças o que, a cada ano, reflete no aumento do número de vítimas de acidentes no trânsito nessa faixa etária. O alerta é do presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres, que destaca a importância de que crianças estejam seguras, sobretudo no banco de trás dos automóveis. Segundo ele, 1,8 milhão de pessoas morrem no trânsito anualmente.

“As crianças que estão atrás andam soltas. Não usando o cinto de segurança, elas colocam em risco a vida delas e a vida das pessoas que estão na frente porque, no momento em que houver um impacto, a pessoa vai continuar na mesma velocidade que estava o carro multiplicada pelo peso dela. Imagine essa tonelada em cima de quem está na frente? A criança vai ser jogada para fora do veículo e poderá matar também quem está na frente com o cinto de segurança.”

Dados do Denatran revelam que 21.199 crianças com idade entre 0 e 12 anos foram vítimas de acidentes de trânsito em 2006 – 818, fatais. De janeiro a julho deste ano, apenas no Distrito Federal, 12 crianças na mesma faixa etária perderam a vida no trânsito. Em 2007, foram 23.

Ao participar hoje (18) do lançamento do projeto Ônibus Amigo do Meio Ambiente – uma parceria entre a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos e a Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas – Peres destacou ainda que um grande índice de acidentados no trânsito são pedestres, inclusive crianças.

“Um exemplo que é sempre citado no Brasil inteiro é o caso de Brasília, onde houve uma conscientização da população, uma ação do governo e de fiscalização. A orientação, em âmbito nacional, é que levemos esse exemplo para o Brasil para incentivar a construção e a sinalização de faixas de pedestres no Brasil inteiro.”

Amanda Martins, 7 anos, é estudante e garante que sabe o que fazer na hora de atravessar a rua: “olhar sempre para os dois lados”. A estudante Rebeca Vergaro, 9 anos, dá dicas para os coleguinhas na hora de descer do carro e atravessar a rua rumo à escola. “Eu levanto o braço para dar sinal de vida, o carro pára e eu atravesso.”

Para Jefferson Costa, motorista há 20 anos, a criança deve ser “prioridade”. Ele afirma que, quando vê um menor em área residencial, já reduz a velocidade e que, quando ela levanta a mão para atravessar na faixa de pedestre, pára imediatamente, observando sempre os carros que vêm logo atrás.

“Agora, com as chuvas e com a quantidade de crianças nas escolas, o negócio é redobrar a atenção, diminuir a velocidade e ter a prudência de nunca andar com pressa porque é ela quem atrapalha. É a maior causadora de acidentes.” (Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil )

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