Ayrton Senna pode ser esticada para ligar São Paulo ao Rio

A idéia é ter dois corredores entre as duas mais importantes cidades do País, como São Paulo já faz com a ligação ao interior do estado

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O governador de São Paulo, José Serra (SP), lança o projeto para construção de uma nova rodovia, como alternativa à via Presidente Dutra. Na próxima sexta-feira, o governador em interino do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, também titular da Secretaria de Obras, vai se reunir com o secretário de Transportes de São Paulo, Mauro Arce, para discutir o assunto. A idéia é ter dois corredores entre as duas mais importantes cidades do País, como São Paulo já faz com a ligação ao interior do estado.

Pelo projeto, a rodovia teria 135 quilômetros do lado fluminense e mais 135 quilômetros do lado paulista, com custo de R$ 3,1 bilhões. A estrada começaria na Rodovia Ayrton Senna, que hoje já tem construídos 110 quilômetros, e seguiria paralelamente à Dutra.

“Esse projeto da alternativa da Rodovia Presidente Dutra começa agora a ser discutido, mas temos outras estradas que funcionam como boas alternativas, como a Paraty – Cunha, que tem sido pleiteada há mais de 30 anos. Temos uma série de projetos que estão saindo do papel para dar mais qualidade ao setor de transportes no estado”, afirmou por nota o governador em exercício do Rio.

Para o coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), Paulo Resende, é importante considerar nos estudos se esta nova rodovia não está na área de influência da Dutra. “Se estiver acredito que será prejudicial. Pois, um projeto desse tipo somente funciona se a capacidade da rodovia federal estiver saturada. O que não é o caso”, disse Resende.

O coordenador lembrou do exemplo das estradas em Minas Gerais que ligam o estado a São Paulo a Fernão Dias, que é federal concedida no ano passado à iniciativa privada, e a MG-050 uma estrada estadual que será a primeira Parceria Público-Privada (PPP) rodoviária do País. As duas rodovias ligam os dois estados mas não concorrem entre si. “Para São Paulo sempre haverá demanda, mas acredito que uma solução como essa, que não é conflitante é a mais adequada”, ressaltou Resende.

Novos lotes

Além do projeto da nova rodovia o governo de São Paulo também lançou o segundo lote de estradas para concessão. Pelo edital serão concedidas cinco estradas, que totalizam 1.715 quilômetros e contempla as rodovias Ayrton Senna/ Carvalho Pinto, Dom Pedro I, Raposo Tavares, Marechal Randon, trecho Leste e Oeste.

A novidade é que o governo criou um novo sistema para concessão, o chamado misto, em que se considera a outorga e também a menor tarifa de pedágio. “É positivo, pois, a outorga não é tão grande e os recursos serão destinados à conclusão do Rodoanel. E haverá concorrência, já que são trechos bem atrativos e com isso o pedágio será menor que os praticados hoje nas estradas concedidas em São Paulo”, disse Resende.

O processo de concessão será realizadas no dia 29 de outubro e vencerá quem oferecer a menor tarifa considerando o teto estipulado nos editais (R$ 0,077078 por quilômetro para trechos de pista simples e R$ 0,107910 para os de pista dupla). O modelo para todos os lotes é o de concessão por 30 anos e o valor de outorga soma R$ 3,498 bilhões a ser paga em 18 meses. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 3)(Ana Paula Machado)

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