Viracopos é alternativa federal para aeroporto próximo a São Paulo

O objetivo é que até 2030 Campinas tenha "o maior aeroporto da América do Sul", movimentando 60 milhões de passageiros por ano

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BRASÍLIA SÃO PAULO – Embora o Ministério da Defesa diga que o governo federal “não desistiu” da construção de um novo aeroporto na região metropolitana de São Paulo, já existe no Planalto um foco para os investimentos alternativos a Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas. Segundo informações de Brasília, o “plano B” seria o Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Ou seja, a meta de procurar “a melhor localização para um aeroporto que fique a menos de 100 km de Congonhas” é mantida, mas, mesmo assim, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) quer dotar Viracopos de uma segunda pista até o fim de 2009. O objetivo é que até 2030 Campinas tenha “o maior aeroporto da América do Sul”, movimentando 60 milhões de passageiros por ano.

Outra alternativa que também está sendo cobrada da Infraero é a conclusão do Terminal 2 de passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, além de fazer a modernização do Terminal 1, onde já foram investidos cerca de R$ 70 milhões. Os investimentos no Galeão devem chegar a R$ 400 milhões.

Além disso, ontem, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, pediu a Infraero, a privatização do Galeão. Segundo ele, se as reformas no aeroporto não forem feitas, a candidatura da cidade a sede das Olimpíadas de 2016 poderá estar comprometida. Sérgio Gaudenzi, presidente da Infraero disse que o prazo de conclusão das obras é de três anos e meio, independentemente do Rio de Janeiro ser ou não a sede dos Jogos Olímpicos.

Concorrência

A chegada da Azul Linhas Aéreas, prevista para janeiro de 2009, já está mobilizando as concorrentes. Na semana passada, as aéreas TAM e Gol entraram junto à Anac com pedidos de autorização de vôo para rotas de interesse da nova companhia de David Neeleman.

As duas líderes querem voar do Rio de Janeiro para Vitória, Brasília e Belo Horizonte e, também, de Belo Horizonte para Congonhas. Esses vôos estão proibidos pelo antigo Departamento de Aviação Civil (DAC), antecessor da Anac, que limitou o Santos Dumont à operação de ponte aérea e aviação regional.

Outra pequena, mas que está longe de incomodar as líderes é a WebJet, considerada a companhia aérea brasileira que mais prejudicou seus passageiros, com atrasos de mais de 30 minutos em julho. Segundo a Anac, 31,5% dos vôos da empresa atrasaram mais de meia hora.

Alitalia

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disse estar negociando com uma “grande empresa estrangeira” uma aliança com a Alitalia. A estratégia resolveria os problemas de liquidez da aérea.

A chegada da aérea Azul, de David Neeleman, prevista para 2009, fez TAM e Gol pedirem à Agência Nacional de Aviação autorização de vôo para rotas de interesse da concorrente.

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