Caravana Siga Bem Caminhoneiro conscientiza motoristas sobre violência doméstica

Além da Campanha de Conscientização sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o evento faz a divulgação do telefone para denúncias, Siga Bem Criança e Siga Bem Mulher

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São Paulo – Conscientizar os caminhoneiros sobre seu papel na prevenção do abuso e da prostituição infantil e da violência doméstica contra a mulher é o objetivo de campanha incorporada pela 4ª Caravana Siga Bem Caminhoneiro que esteve hoje (15) no Ceagesp, em São Paulo. Além da Campanha de Conscientização sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o evento faz a divulgação do telefone para denúncias, Siga Bem Criança e Siga Bem Mulher. Os projetos são desenvolvidos em parceria com a Petrobras e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Segundo o diretor da Caravana, Luiz Peixoto, as campanhas aproveitam o poder de mobilização e receptividade para incentivar que o caminhoneiro telefone para o Disque Denúncia – Ligue 180 – para relatar casos de violência contra a mulher e a criança. “No ano em que a campanha foi lançada o Disque Denúncia recebia diariamente uma média de 12 denúncias sobre exploração de crianças. “Atualmente registra mais de 70 denúncias por dia”.

Segundo dados da secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o número de denúncias de agressões a mulheres no país no primeiro semestre deste ano foi maior do que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Números da secretaria coletados no serviço de disque denúncia apontam que de janeiro a junho de 2008 foram feitas 121.891 denúncias contra 58.417 no mesmo período de 2007.

Peixoto reforçou que por meio de palestras o programa procura levar informações sobre a Lei Maria da Penha que protege a mulher de qualquer tipo de agressão.

“Isso para que ele, como homem, conheça esses aspectos e participe ajudando ou pelo menos se informando sobre o que é essa lei e os benefícios que ela traz à mulher”, explicou Peixoto.

As palestras também enfatizam a participação dos caminhoneiros para que eles estejam atentos a situações degradantes com relação a crianças e adolescentes. “Ele [caminhoneiro] se sente hoje responsável. Quando ele vê uma situação dessa,  denuncia. Até porque ele também tem filhos e filhas e sabe que pode ajudar nessa situação.”

A pesquisadora da organização não-governamental (ONG) Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia), que acompanha a caravana, Adriana Valle Mota explicou que mesmo com o aumento do registro de denúncias não é possível afirmar que a violência cresceu.

“Aumentou o número de denúncias, mas não dá para dizer se a violência cresceu e por isso estão denunciando mais ou se a violência está estacionada porém o grau de denúncias aumentou. Mas sem dúvidas as chamadas aumentaram depois do projeto”.

Adriana reforçou ainda que os caminhoneiros são muito ativos no sentido de multiplicar as informações, por isso a participação deles nas caravanas e nas atividades e palestras é importante. “Quando o caminhoneiro coloca um adesivo divulgando o número do Disque Denúncia, ele está levando aquilo para todos os lugares onde vai e onde muita gente não chega e muitos serviços não chegam”. (Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil)

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