Secretário dos Transportes de SP critica posicionamento de transportadores

A menos de um mês do início das restrições aos caminhões na cidade, entra em vigor mais uma regra restritiva aos veículos de cargas.

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O Secretário Municipal dos Transportes Alexandre de Moraes disse esta manhã (28) em entrevista à Rádio CBN, durante o acompanhamento do primeiro dia de fiscalização às novas regras de rodízio aos veículos de cargas em São Paulo, que as empresas de transportes de cargas deverão se adaptar às restrições em nome do benefício à coletividade.

Quando perguntado sobre quais medidas a Prefeitura tomaria para se defender das investidas judiciais da NTC&Logística contra as restrições aos caminhões na Capital paulista, Moraes disse que a Associação deve pensar mais no interesse coletivo. “Precisamos parar de olhar para o próprio umbigo e começar a pensar no benefício da coletividade”, disse o secretário.

Rodízio pretende tirar 25 mil caminhões das ruas

Hoje, menos de um mês do início das restrições aos caminhões na cidade, entra em vigor mais uma regra restritiva aos veículos de cargas. Os caminhões, que historicamente sempre foram isentos do rodízio veicular nas vias que delimitam o mini-anel viário da cidade, como as avenidas Luiz Inácio de Anhaia Melo, Salim Farah Maluf,  Bandeirantes e Marginais do Tietê e do Pinheiros, agora terão que cumprir a restrição do dia da placa, assim como acontece com os veículos de passeio.

De acordo com a Prefeitura, o intuito desta regra é retirar 25 mil caminhões por dia das ruas de São Paulo. Para fiscalizar o rodízio aos caminhões, a prefeitura promete aumentar em 33% a presença dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) nas ruas da cidade e instalar mais 15 pontos de fiscalização, totalizando 45 pontos. A multa para quem desrespeitar a regra é de R$ 85,13, com a perda de quatro pontos na carteira.

Os veículos de carga com placas finais 1 e 2 não podem circular nas vias que delimitam o centro expandido da cidade na segunda-feira. Os de final 3 e 4 na terça. Na quarta-feira, a restrição é para os caminhões com placas finais 5 e 6, na quinta finais 7 e 8 e, na sexta-feira, finais 9 e 0. O rodízio é válido das 7h às 10h da manhã e das 5 da tarde às 8 da noite.

Os representantes das empresas de transportes acreditam que a medida irá atrapalhar a fluidez do trânsito ao invés de melhorá-la. Segundo Francisco Pelucio, presidente do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, haverá um verdadeiro “desfile de caminhões” nos horários fora de rodízio, dificultando a passagem dos veículos de cargas pela cidade. “Os caminhões ficarão parados nos acostamentos das rodovias que circundam e atravessam São Paulo para esperar o horário de entrar na cidade”, diz Pelucio.

Apesar da grita dos transportadores conta as restrições, São Paulo amanheceu, em dia de volta às aulas, com congestionamentos abaixo da média.  Leia reportagem do Estadão que mostra efeito positivo das restrições no trânsito de hoje

Leia também a opinião do presidente da Associação Brasileira de Logística sobre as restrições

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