PM vai fazer blitze à tarde nos fins de semana em SP

A Polícia Militar de São Paulo vai intensificar as operações no segundo mês de vigência da "lei seca"

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Em um mês de vigência da ‘lei seca’, 5.393 motoristas foram abordados e 172, multados. Nas estradas estaduais houve 109.643 abordagens e 306 detidos.

A Polícia Militar de São Paulo vai intensificar as operações no segundo mês de vigência da “lei seca”. Segundo a PM, a partir de agosto, as blitze nos sábados e domingos vão começar por volta das 14h e seguirão até 3h30. A polícia também planeja realizar pelo menos uma grande operação por mês, com até 160 policiais em blitze nas ruas da capital paulista — em um dia normal, o efetivo é de 80 homens.

“Para cada carro que paramos, pelo menos dez passam pelo bloqueio. Com operações à tarde e de maior porte, as ações adquirem caráter educativo”, afirma o major Ricardo de Barros, comandante do 34º Batalhão, responsável pelo trânsito na capital.

Até o momento, segundo o major, só foi realizada uma operação nos moldes da que deve ocorrer em agosto: em 5 de julho, quando 591 pessoas passaram pelo bafômetro — em média, de 80 a 100 motoristas fazem o teste por noite nos fins de semana.

Conforme o primeiro balanço mensal, divulgado pela PM na segunda-feira (21), desde que a lei entrou em vigor, em 20 de junho, até o domingo (20), 5.393 motoristas foram abordados em 188 pontos na capital paulista — entre eles, 2.323 passaram pelo bafômetro, 172 foram multados e outros 65, presos. Nos 24 mil quilômetros de rodovias estaduais, segundo balanço da Polícia Rodoviária Estadual, houve 109.643 abordagens, com 404 motoristas multados e 306 detidos.

A Lei 11.705 prevê que o motorista flagrado com nível de álcool acima de 2 decigramas por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido, receberá multa de R$ 957,70 e perderá a habilitação.

Caso o motorista seja flagrado dirigindo com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 miligrama por litro de ar expelido — equivalente a dois chopes — responderá criminalmente. O motorista ficará sujeito a pena de 6 meses a 3 anos de prisão, com direito a pagar fiança. 

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