CET fiscaliza rodízio de caminhões em 45 pontos fixos

Os caminhões que infringirem o rodízio serão multados em R$ 85,13 e o motoristas perderá 4 pontos na carteira de habilitação.

Analistas reduzem projeção de alta dos juros, mesmo esperando aumento da inflação
Lei Seca gera economia de R$ 11 milhões no estado de São Paulo
Marinha amplia frota naval com incorporação de nova embarcação

Está em vigor desde 7h o rodízio de caminhões nas marginais Tietê e Pinheiros, Avenida dos Bandeirantes, Complexo Maria Maluf, Avenida Tancredo Neves, Juntas Provisórias, Av. Prof. Ignácio de Anhaia Melo e Av. Salim Farah Maluf.

As regras para caminhões são as mesmas do rodízio municipal de automóveis, ou seja, veículos com placa de final 1 e 2 não circulam na segunda-feira, 2 e 3 na terça-feira etc. O horário de restrição à circulação é das 7h às 10h e das 17h às 20h.

Os caminhões que infringirem o rodízio serão multados em R$ 85,13 e o motoristas perderá 4 pontos na carteira de habilitação. Para fiscalizar o cumprimento da nova medida, a CET instalou mais 15 pontos de fiscalização fixos, totalizando 45. Viaturas da CET também fazem a fiscalização.

Avisos sobre o rodízio estão em 70 faixas na entrada da cidade. As concessionárias de rodovias não permitirão que caminhões parem no acostamento na chegada à capital.

Os caminhoneiros que circularam ontem por algumas destas vias sabiam do rodízio.

– O pessoal já está prevenido, tem caminhão de várias placas. Quando um não pode sair em um dia, usam outro – diz o vendedor João Pires, funcionário de uma empresa com oito caminhões.

– Para firmas com muitos veículos, tudo bem. Quero ver como quem usa o próprio caminhão vai se virar – ressaltava Marcos da Costa, de 36 anos.

Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, prefere esperar para ver algumas das conseqüências do rodízio. De antemão, ele acredita que a medida trará dificuldades de logística para certos produtos, especialmente os agrícolas.

– Grãos, por exemplo, são carregados com uma certa antecedência. Precisa ver como ficará o planejamento disso. Além disso, pode haver algum prejuízo considerável para as indústrias que trabalham com produtos em tempo real e não têm estoque – avalia.

O presidente do Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo (Sindicapro), Almir Macedo, critica a imposição do rodízio antes do término das obras do Rodoanel.

– Aqui na capital, não tem por onde os caminhões passarem (fora as vias do rodízio – diz ele. O sindicato avaliará se fará algum tipo de protesto.

Os caminhões já sofrem restrições para circular no centro expandido da cidade. Eles só podem percorrer a área das 21h às 5h. Estão fora das restrições caminhões de mudança, de feirantes, de concretagem, de transporte de combustíveis, além dos veículos de obras e serviços ligados à Prefeitura.

Veja as vias do rodízio de caminhões:

  • Avenida Afonso D’Escragnole Taunay (toda a extensão)
  • Complexo Viário Maria Maluf (toda a extensão)
  • Avenida Presidente Tancredo Neves (toda a extensão)
  • Rua das Juntas Provisórias (toda a extensão)
  • Viaduto Grande São Paulo (toda a extensão)
  • Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo, entre o Viaduto Grande São Paulo e a Avenida Salim Farah Maluf
  • Avenida Salim Farah Maluf (toda a extensão)
  • Marginal do Rio Tietê, entre a Avenida Salim Farah Maluf e Marginal do Rio Pinheiros
  • Marginal do Rio Pinheiros, da Marginal do Rio Tietê até a Avenida dos Bandeirantes
  • Avenida dos Bandeirantes (toda a extensão)

COMMENTS